quarta-feira, 16 de novembro de 2016

BLUE EYES / OLHOS AZUIS

Imagine você numa sala, com um grupo de pessoas que serão separadas por alguma característica física que você não pode mudar, e que um grupo age com preconceito contra o outro - isso parece familiar não é?

Para refletir sobre o preconceito racial nos EUA, a  professora e socióloga Jane Elliott aplicou um exercício de discriminação numa sala de aula da terceira série, baseada na cor dos olhos das crianças. Hoje aposentada, aplica "workshops" sobre racismo para adultos. Ela ganhou um Emmy pelo documentário de 1968 "The Eye of the Storm", que apresenta essa experiência com sua classe, e no vídeo abaixo mostra esse teste com adultos: separa-os em grupos dos olhos azuis e castanhos e pede que as pessoas com olhos castanhos ajam de uma maneira diferente com quem tem olhos azuis, discriminando-as.

Infelizmente, a realidade de preconceito também atinge as escolas e a sociedade brasileira - mas fica a reflexão para que aos poucos possamos mudar essa situação terrível que é ser tratado de maneira diferente pela cor da pele que você tem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

HISTÓRIA E MEMÓRIA - Ah, os professores!

Vi um link pra essa matéria e abri para ampliar minhas ideias como professora de História para trabalhar uma introdução ao tema e relacionar com a memória dos alunos e seus familiares - e simplesmente AMEI o que vi!

Tá aí uma SUPER ideia para um primeiro trabalho com os alunos do 6º ano em História - para que cada um compreenda que eles fazem e são História assim como cada população no Brasil e no mundo, assim como as pessoas do passado. É comum começar com alguma ideia de objetos antigos e visita a museus, mas as ideias de fazer um museu com as peças dos alunos (dela mesma e de outros educadores da escola), de visitar a aldeia indígena e em especial de compartilhar esse conhecimento com outros É SENSACIONAL!

OBS: O texto original está aqui nesse link: http://porvir.org/professora-cria-museu-temporario-para-celebrar-historias-pessoais-dos-alunos/


Professora cria museu temporário para celebrar histórias pessoais dos aluno

O projeto “Museu temporário de lembranças” foi desenvolvido com duas turmas do 5º ano do ensino fundamental, em uma escola municipal de Santos (SP). Como responsável pela área de história, comecei a perceber a dificuldade dos alunos associarem a disciplina com a história de vida deles e da família.

Eu tinha terminado um mestrado no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP) que era justamente sobre educação patrimonial e o objetivo do arqueólogo. Então, resolvi fazer uma atividade, a princípio, com documentos e objetos. A proposta era construir um museu que abarcasse as memórias por meio de objetos significativos trazidos pelos próprios alunos, pelos professores, pela equipe técnica e também por mim.
Comecei a levar meus objetos para que servissem como meio para eu trabalhar história e história textual com alunos. Levei um baú, uma máscara antiga, réplicas de objetos arqueológicos, objetos indígenas e até um disquete. Nós fizemos todo um trabalho de interpretação dos materiais.
Alunos discutiram sobre história de objetos pessoais. Acervo pessoal
Os alunos se dividiram em grupos e eu passei um roteiro de perguntas para eles. Segundo pesquisei no meu mestrado em arqueologia, nós devemos fazer perguntas pro objeto. Primeiro, são questionamentos sobre o aspecto físico: como é o objeto, qual é a sua estrutura e se ele está inteiro ou em pedaços. Depois, vinham perguntas sobre a tecnologia: qual é o material do objeto, como foi produzido, se foi produzido por uma pessoa só ou várias, se foi produzido em uma fábrica ou feito à mão, quem usou aquele objeto, entre outras questões. Tudo isso para que depois eles tivessem o mesmo olhar com os objetos que trariam de casa para a escola.
Quando os alunos começaram a trazer seus pertences, nós não sabíamos muita coisa sobre aqueles materiais. Então foi preciso fazer outro movimento: eu incentivei que eles pesquisassem com as famílias sobre o que tinham trazido, como: que foto era aquela, quando tinham usado a roupinha que levaram, qual era a história por trás daquele brinquedo. Aí sim, voltaram para a sala de aula com essas informações.
Nesse momento, contei com a parceria da professora de língua portuguesa, que ajudou na redação das legendas de cada material e na elaboração do catálogo do nosso museu. Trata-se de um processo longo: a criança vem, escreve, revisa, depois escreve mais. E a gente foi juntando essa produção. Cada objeto tinha um texto próprio que contava sua história.
Alunos visitaram aldeia indígena. Acervo Pessoal
Nós também realizamos atividades fora da escola. Visitamos uma aldeia indígena chamada Rio Silveira, que fica em Bertioga. Um dos assuntos previstos no plano do curso era o surgimento do homem. Então, eu abordei a questão da chegada do homem branco na América e seu encontro com os povos indígenas. Para mostrar aos alunos que os indígenas não são aqueles que “vivem no passado”, nós também visitamos a aldeia. Nessa ocasião, os estudantes perceberam que existem, sim, índios na atualidade.
O produto final foi a montagem de um museu temporário com todos os materiais trazidos para a escola. Mas o objetivo do projeto foi trabalhar história e mostrar para os alunos que ela não se faz só com escrita, mas também com documentos e com os próprios objetos. A história pessoal é tão importante quanto a história que está no livro. Eu queria que eles soubessem que a história é construída por pessoas como nós e que a gente também pode produzir conhecimento.
Eu acho que, quando os alunos sentem que a atividade tem uma razão e existe uma função no que estão fazendo, fica muito mais fácil, é mais tranquilo desenvolver a proposta
Na grande maioria das escolas públicas, o professor só tem o livro didático como fonte de conteúdo. Eu queria mostrar para os alunos que o livro serve como orientador, mas que nós podemos ir além, transformando a escola num local de produção do conhecimento, não em um local de mera reprodução.
Os estudantes foram muito receptivos ao projeto como um todo. Eu acho que, quando eles sentem que a atividade tem uma razão e existe uma função no que estão fazendo, fica muito mais fácil, é mais tranquilo desenvolver a proposta. Eles ficam motivados porque percebem que aquilo é importante, e que o aprendizado vai valer pro resto da vida.


Por Adriana Negreiros Campos
Formada em História pela Universidade Federal Fluminense e mestre em Arqueologia pelo Museu de Arquelogia e Etnologia (USP) . Atualmente, coordena na Secretaria de Educação de Santos, projetos referentes à História e Arqueologia da cidade e formação de professores nas seguintes áreas: Educação Patrimonial, História local, Arqueologia e História da África e questão racial no Brasil.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

MY MAD FAT DIARY - contém spoilers e MUITO amor!


A dica de hoje é do seriado mais lindo e enriquecedor sobre auto-estima, adolescência, amizade e muitas outras situações que você vive hoje e que eu, mesmo como adulta, pude analisar e aprender a lidar. Não são muitos episódios e assisti online (nesse LINK aqui, mas cuidado pra não fazer como eu e assistir o episódio da 3ª temporada pensando que é a primeira kkk - é de baixo pra cima). Ah! É um seriado baseado num diário real (saiba mais AQUI).

OBS: O texto original está aqui nesse link: https://deliriumnerd.com/2016/07/12/series-my-mad-fat-diary/ com o título :
                O que eu aprendi com “My Mad Fat Diary”

MyMadFatDiary
“My Mad Fat Diary” é uma série britânica baseada no livro “My Fat, Mad, Teenage Diary” de Rachel Earl, que foi transmitida pelo canal E4 até 2015. Com 3 temporadas e apenas 16 episódios, a história, que é baseada em fatos reais, se passa em 1996 e gira entorno da vida da protagonista Rae Earl, que mantém um diário onde ela conta suas histórias e revela seus sentimentos mais íntimos.
A vida de Rae (Shaaron Rooney) está longe de ser fácil, ela tem 16 anos, tem um péssimo relacionamento com sua mãe, sofre de problemas psicológicos, baixa autoestima e gordofobia. No primeiro episódio somos convidados a acompanhar a sua trajetória após sair de um hospital psiquiátrico, onde ela ficou internada por 4 meses após uma tentativa de suicídio. Assim, passamos a conhecer o seu grupo de amigos compostos por Chloe (Jodie Comer), Izzy (Ciara Baxendale) , Chop (Jordan Murphy), Archie (Dan Cohen) e Finn (Nico Miragrello) e acompanhamos a forma com que Rae passa a enfrentar o mundo real, enquanto mantém o tratamento psicológico com seu médico Kester (Ian Hart). – As cenas de terapia são, na minha opinião, as melhores e mais tocantes da série.
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My Mad Fat Diary
Eu comecei a assistir My Mad Fat Diary no segundo ano do ensino médio e soube imediatamente que seria um dos meus programas favoritos, não só pela estética maravilhosa e pela trilha sonora incrível, com músicas de bandas da época como Blur, Radiohead e Oasis, mas também por conseguir trazer uma nova abordagem para temas como amizade, amor, depressão, sexualidade, perdas e autoestima além de falar de temas que são raramente retratados, como a gordofobia.
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A série se destaca pela sua representatividade, pois é uma das únicas produções que possui uma protagonista gorda e fora dos padrões como Rooney, indo na contramão dos filmes de Hollywood que colocam atrizes gordas em papéis de “alívio cômico” como Pitch Perfect ou daqueles que mostram que a personagem principal precisa passar por uma transformação na sua aparência para ter um final feliz como “O diário de uma princesa”. Rae é gorda, e ela continua sendo em todas as temporadas sem precisar emagrecer para conseguir amigos, felicidade ou demonstrar a sua sexualidade. A sua vivência como adolescente gorda é retratada de forma complexa e real, o que dificilmente encontramos nas séries de TV, e o fato da história ser narrada toda sob a sua perspectiva me faz acreditar que é praticamente impossível não se identificar com pelo menos alguns dos seus sentimentos. 
Mesmo que hoje eu já tenha acabado de ver a série, ela continua sendo uma das que mais me marcaram, por isso decidi contar um pouco sobre o que eu aprendi nessas 3 temporadas:

CUIDADO! CONTÉM SPOILERS

1. Sempre entenda o lado dos outros
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Ao longo dos episódios é fácil perceber que Rae tem uma baixa autoestima, ela se acha feia e inferior a todos e as suas inseguranças acabam muitas vezes interferindo nos seus relacionamentos. Um exemplo disso é a sua melhor amiga Chloe, que é vista e retratada pela protagonista como alguém muito superior, devido à sua beleza padrão e sua facilidade de conseguir atenção de meninos. Rae se sente um patinho feio ao lado da amiga, tendo muitas vezes inveja da sua vida que parece “perfeita”, mas a série consegue mostrar o lado de Chloe desenvolvendo seus sentimentos, construindo uma personagem complexa que vai muito além do estereótipo de “mean girl”, mostrando que todos nós lidamos com problemas e que muitas vezes estamos tão consumidos por nossa própria vida e nosso complexo de inferioridade, que passamos a idealizar as pessoas ao invés de enxergá-las como seres humanos que tem inseguranças como as nossas.
2. Está tudo bem aceitar que alguém te ame antes que você se ame
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As pessoas costumam dizer que para você ser amada por alguém é preciso se amar primeiro, entretanto My Mad Fat Diary mostra que o amor de outra pessoa pode muito bem ser uma passagem para o amor próprio, e que todos nós, mesmo aqueles que lidam com problemas de autoestima por estarem fora dos padrões estéticos como Rae, merecemos ser amados. Rae tem um crush em Finn desde o começo da série, mas ela sempre o vê como alguém inatingível, acreditando que por ser gorda não merece um cara tão “perfeito” como ele que sempre iria preferir as meninas dentro do padrão. As coisas mudam logo no final da primeira temporada quando eles ficam juntos e começam a namorar na temporada seguinte. Finn se mostra completamente apaixonado por Rae, mesmo que ela não seja apaixonada por si mesma ainda, e o relacionamento deles se desenvolve demonstrando o crescimento dos personagens no decorrer das temporadas.  
3. Autoaceitação não é fácil
Aceitar a si mesmo não é algo fácil. É normal sentir que não somos bons o suficiente, principalmente quando se trata de meninas que, como Rae, cresceram fora dos padrões estéticos e sofrem de problemas psicológicos. My Mad Fat Diary consegue tratar desse assunto de forma natural, mostrando que não existe uma fórmula mágica ou um caminho fácil para o amor próprio. Em suas sessões de terapia Rae fala sobre os diversos problemas que enfrenta e vai aprendendo aos poucos da onde eles surgem e como a forma com que os outros a veem influência a sua vida. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

BLACK MIRROR - Telas negras e o futuro

Oi gente! Semana pós-enem, quando de uma certa forma você quer dar uma pequena pausa nos estudos frenéticos (antes que venham novas provas, trabalhos, os vestibulares e etc) e fazer maratona de alguma série que indicaram pra vc certo?

Uma das séries que indiquei pra amigos e alunos é BLACK MIRROR, da Netflix - mas já alertando que cada episódio geraria uma série de conflitos e problematizações, que são poucos episódios e temporadas mas que SUPER valem a pena. Algumas reflexões super válidas encontrei nesse texto do blog Delirium Nerd, e quero compartilhar com você.

OBS: O texto original está aqui nesse link: https://deliriumnerd.com/2016/03/09/serie-black-mirror-o-futuro-atraves-da-tela-negra/ 


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Passei muito tempo ouvindo falar da série “Black Mirror”, sem saber ao certo do que se tratava. Muita gente falava bem pra caramba, mas eu confesso que tinha um pouco de preguiça de procurar saber mais. Mas tudo mudou quando uma amiga definiu a série como: “uma ficção científica das humanas”, e como eu sou uma nerd de humanas assumida, corri pra ver. E não me arrependi.
A série é considerada uma ficção cientifica soft, sub genêro da ficção científica onde a narrativa gira em torno do desenvolvimento das relações humanas, entre si e com o meio ambiente, em vez de focar nos avanços tecnológicos. Esse gênero busca inspirações nas Ciências Humanas (consideradas, injustamente, ciências “soft”).  É claro que há aparelhos de tecnologia “avançada” em Black Mirror, mas eles não ganham muito destaque na narrativa e, em alguns episódios, o telefone ainda é o principal meio de comunicação e informação dos personagens. As semelhanças entre a tecnologia atual com a dos universos apresentados por Charlie Brooker fazem com que a gente tenha a impressão que essa projeção de futuro não seja tão distante de nós e tornam o enredo ainda mais crível.    
Por seu caráter crítico e pessimista, a série também é identificada como uma narrativa distópica. A distopia é uma narrativa que surgiu no começo do século XX, e foi se consolidando no decorrer deste. Depois de duas guerras mundiais, o colapso das ideologias, a guerra contra o terror, a sofisticação do capitalismo, os avanços tecnológicos, a distopia se tornou uma das principais formas do ser humano imaginar o futuro e suas possibilidades. A distopia é caracterizada por uma visão pessimista do futuro, onde as condições de vida são miseráveis e os personagens vivem em sofrimento, angústia e impotência. Ao contrário da utopia (que é um não lugar imaginado e idealizado), ela é uma continuidade do processo histórico, onde os aspectos negativos da realidade são intensificados, resultando em uma sociedade perversa.
Aliás, o pessimismo é uma das principais características de Black Mirror. Se você está buscando uma série com soluções para as questões mais profundas da humanidade, ou finais felizes, pode passar longe. Porém é um pessimismo que faz sentido quando percebemos a linha que une todos os episódios. Apesar de ser uma antologia, a denúncia da espetacularização da realidade está presente em todos os episódios. A influência de Guy Debord é bem óbvia, principalmente na caracterização dos personagens como conformados e alienados. Para Debord, o público do espetáculo capitalista é passivo, uma vez que a própria produção do espetáculo busca aliená-los. A alienação e a identificação dos expectadores com a sociedade de consumo alavanca o sistema capitalista e o crescimento da economia, ou seja, o espetáculo está diretamente ligado ao desenvolvimento do capitalismo.
“A alienação do espectador em favor do objeto contemplado (o que resulta da sua própria atividade inconsciente) se expressa assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende sua própria existência e seu próprio desejo. Em relação ao homem que age, a exterioridade do espetáculo aparece no fato de seus próprios gestos já não serem seus, mas de um outro que os representa por ele. É por isso que o espectador não se sente em casa em lugar algum, pois o espetáculo está em toda parte” Guy Debord, A Sociedade do Espetáculo.
Como eu disse, a crítica à sociedade de espetáculo aliada ao avanço tecnológico permeia toda a série; há sempre alguém hipnotizado por alguma tela, e sempre tem alguém lucrando com isso. A lógica capitalista aparece em quase todos os episódios como mantenedora daquilo que nos causa repulsa. Além disso, outras questões são levantadas, como gordofobiarelacionamentos abusivos, controle do corpo, sistema penal, etc. Cada história explora um lado diferente dessa realidade percebida por Brooker: todos estão sujeitos à tela, mas, em cada universo, de uma forma diferente.
Existem tentativas de resistência, como é de se esperar, porém elas são sempre ligadas ao desespero e, quase sempre, são inúteis. Nesse ponto, o conceito de biopolítica do Foucault cabe perfeitamente: o sistema se apropria da resistência, a neutraliza e a transforma em produto. No episódio “15 Milhões de Méritos isso fica bem claro. O ato de confronto de Bing – criticando justamente o consumismo desenfreado – é cooptado e utilizado para vender mais produtos.
Apesar dos pressupostos absurdos – um dispositivo que grava sua vida como se fosse um filme, uma mulher psicologicamente torturada diariamente, um urso animado concorrendo nas eleições – as histórias todas parecem reais, ou, pelo menos, possíveis no mundo que vivemos hoje. Me lembra um pouco uma entrevista da Samanta Schweblin que li um tempo atrás, onde ela dizia que não escrevia literatura fantástica e sim um hiper-realismo, que forçava a realidade ao máximo, tocando seus limites, mas nunca ultrapassando. Acredito que a série de Brooker também possa ser definida assim, a inquietude que sentimos no desenrolar das histórias não se dão unicamente porque o assunto e as imagens são desconfortáveis, mas porque reconhecemos ali hábitos e situações comuns no nosso cotidiano, reações que na tela parecem absurdas, mas completamente prováveis no mundo real. Em Black Mirror o futuro não importa realmente, é só uma forma de refletir o que há de podre (na opinião de Brooker) na sociedade ocidental atual.
Pra quem é nerd de humanas, como eu, a série é um prato cheio. Tem referências de romances distópicos como “1984”, “Farenheit 451” e “Admirável Mundo Novo”. Apresenta várias críticas (ainda que superficialmente, mas nem tanto quanto esperamos de um programa de TV) que dialogam com teorias de intelectuais como Foucault, Baumman e Debord, além de te deixar um pouco perturbado com as possibilidades que o mundo nos oferece. Ou seja, tudo que a gente ama amargar sobre.

Bibliografia
BURRIEL, Carlos Eduardo Ornelas. Utopia, distopia e história.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo.
NEGRINI, Michele e AUGUSTI, Alexandre Rossato. O legado de Guy Debord: reflexões sobre o espetáculo a partir de sua obra. Link

Texto escrito por Isabela Sena e postado originalmente em  Forasteras

sábado, 5 de novembro de 2016

ENEM 2016 - QUESTÕES DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS - GABARITOS

Oie! Hoje foi o primeiro dia de prova de ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e consultei algumas fontes para trazer esse conteúdo a vocês: alunos e professores de diversos lugares do Brasil - e do mundo, porque não?



A avaliação de ciências humanas e suas tecnologias (QUESTÕES 1 a 45) que tivemos imagens das questões foi a prova branca, por isso confira com base na cor da sua prova #FicaaDica

Fonte das questões da prova branca: http://g1.globo.com/educacao/enem/2016/noticia/veja-imagens-de-questoes-que-cairam-no-primeiro-dia-do-enem-2016.ghtml

OBS: Comparando os gabaritos, percebi que em 2 questões os gabaritos se dividem - QUESTÃO 9 (D e E), QUESTÃO 40 (B e E), na QUESTÃO 23 somente o gabarito O Globo respondeu D e os outros C.

GABARITO 1 - Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2016/11/05/internas_educacao,821284/confira-gabarito-extraoficial-do-primeiro-dia-de-provas-do-enem-2016.shtml


GABARITO 2 - Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/enem-e-vestibular/2016/correcao-1-dia/


GABARITO 3 - Fonte: https://descomplica.com.br/gabarito-enem/#/prova/1


GABARITO 4 - Fonte: http://vestibular.uol.com.br/provas-e-correcoes/2016/enem-2016---acompanhe-a-correcao-comentada/index.htm?prova=branca&correcao=1



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

REVISÃO ENEM #3 - SOCIOLOGIA BRASILEIRA

Oie! Agradeço MUITO a você que me acompanhou até aqui e tem estudado com o material de apoio que tenho produzido com MUITO carinho. Meu objetivo é ajudar VOCÊ com as questões da área de Ciências Humanas que envolva Sociologia ou auxiliar com alguma ideia/teoria/pensamento/análise de autor na redação que for proposta:

No tema #3"Sociologia Brasileira", trarei as principais teorias/ideias sobre a sociedade brasileira e o estudo dela nos pontos de vista de alguns autores: SERGIO BUARQUE DE HOLANDA (e sua principal obra "Raízes do Brasil"), GILBERTO FREYRE (e sua obra mais conhecida "Casa Grande e Senzala"), FLORESTAN FERNANDES (e "A Revolução Burguesa no Brasil") e DARCY RIBEIRO (e "O Povo Brasileiro")

Minha dica de estudo de hoje é: alimente-se bem (não em quantidade mas em qualidade) em todas as REFEIÇÕES e em especial nos dias de prova - procure levar água,suco, alguma fruta picada em pote transparente, barrinha de cereais, chocolate (pra dar aquela energia e um gostinho doce, porque a gente merece né) e lanche/sanduíche natural. Deixe o refri, a comida pesada/gordurosa/que tenha sal em excesso pra depois da prova (e me chama! kkk).
Outro ponto é o DESCANSO: mesmo sendo uma semana agitada, procure manter uma rotina adequada de sono (8h/noite, dormindo mais cedo que o cotidiano) e nas noites anteriores a prova procure relaxar ao invés de "fazer um plano JK de estudos" (5 anos em 5 horas) - e nos dias lembre-se de além de acordar e manter-se em equilíbrio, comer adequadamente para realizar uma boa prova.

Abaixo seguem os resumos/esquemas para os dois temas e o vídeo com algumas das principais ideias (clique para ampliar)


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

REVISÃO ENEM #2 " CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA II "

Oie! Estamos na semana pré-ENEM (e a partir de agora outros processos seletivos virão) e meu desejo é ajudar VOCÊ com as questões da área de Ciências Humanas que envolva Sociologia ou auxiliar com alguma ideia/teoria/pensamento/análise de autor na redação que for proposta:

O tema #2"Clássicos da Sociologia II", trarei as principais teorias/ideias sobre a sociedade e o estudo dela nos pontos de vista de dois autores: MAX WEBER E KARL MARX

Minha dica de estudo de hoje é: estudar 30 minutos por dia por toda sua vida (indiferente de ser esse período de estudos mais intenso - como agora - ou pra saber mais sobre algo do seu interesse em outra época). 
O LOCAL DE ESTUDO precisa ser separado para isso: deixe o celular distante, sem música ou conversas que possam tirar seu foco, sentado com postura reta e adequada, deixe água próxima a você, procure ter um bloco ou caderno de anotações também próximo para escrever dúvidas ou pensamentos aleatórios. Caso na sua casa ou escola não haja esse local adequado, conheça mais bibliotecas públicas ou espaços como o CCSP (Centro Cultural São Paulo) que são SUPER maravilhosos e oferecem essa possibilidade.

Abaixo seguem os resumos/esquemas para os dois temas e o vídeo com algumas das principais ideias (clique para ampliar)